Eu gosto de escrever, e por isso vou falar de uma pessoa que também gosta… Não é somente isso. Eu preciso escrever para viver, e vou falar de pessoa com característica semelhante. Falando por mim, posso dizer que escrever é como uma vitamina que fortalece meu espírito; escrever não é simplesmente externar uma emoção, porque ao fazer isso algo é produzido internamente, algo como a certeza de ter conseguido expressar o que não era tão claro, tão visível, para mim mesmo. Por fim, diante do material escrito, nos encontramos com a expressão de uma coisa que parece ter sido feito exclusivamente para nós mas não por nós. É como finalmente deparar com um tesouro que apenas nós estávamos buscando, que somente nós sabíamos que existia.

Tudo o que direi adiante não será novidade, constatações semelhantes já foram feitas por Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho & Xororó, Leonardo, Roberta Miranda, Alcione e outros artistas, basta procurar no youtube ou assistir ao documentário Nossa História (Som Livre, 2008). Vou apenas acrescentar umas coisinhas, uns floreios.

“A crítica musical debate-se permanentemente entre dois pólos opostos e impossíveis: a crítica técnica das obras musicais fica incompreensível aos leigos, sem dizer algo de novo aos profissionais; a crítica chamada poética é um horror aos músicos, enquanto ilude o público, fazendo-lhe crer que compreendeu o que não compreendeu.” – Trecho extraído do artigo Um crítico de música, publicado no Diário do Paraná, em 18 de novembro de 1956, por Otto Maria Carpeaux.

Se daqui do Brasil queremos conhecer os Estados Unidos por meio de sua música, podemos nos utilizar de Simon & Garfunkel, Neil Young, John Denver e muitos outros. Chegando lá, encontraremos a atmosfera musicalizada por esse pessoal. Mostre a um alemão, a um canadense ou a qualquer outro estrangeiro, músicas como Deus e eu no sertão, Rios de amor, Sonhos e ilusões em mim, Chuva de bruxaria, O cantor do sertão, Noite estelar e muitas outras, e depois traga-o para certas regiões mineiras, em épocas, momentos específicos, que eles poderão comprovar que aquela música poderia muito bem ter sido o hino de algum passarinho nativo da região(claro que com os limites do canto de um pássaro). Não sei se todas as pessoas são capazes de captar algo estritamente metafísico assim, mas posso falar exclusivamente disso em outro texto, citando muitos outros exemplos, tais como Sibelius expressando o clima gélido da Finlândia, coisas para muito além da associação que guardamos na memória após ter visto as duas coisas juntas em algum momento.

Assistindo ao show que a dupla fez em Belo Horizonte na data de 14/09/2018, uma nova visão a respeito de Victor me tomou a imaginação. Antes de descrevê-la devo deixar claro que esta descrição não é poética porque eu quis que fosse, mas porque esta é uma das coisas que somente podem ser descritas desta maneira, vou falar de algo que me parece como a poesia física, a poesia encarnada, portanto como alguém poderia descrevê-lo sem ser poético?

Como alguns dos maiores artistas já vistos pela humanidade, Victor pode ser visto como um personagem da natureza, como seu instrumento de comunicação. Sabe-se como ou onde ele esteve para ser capaz de compôr suas melhores obras? Mas é certo que parte da realidade se expressou através dele. O artista pode se esforçar para criar algo porque quer criar, ou pode simplesmente captar(de forma consciente, ou não) a essência do lugar e musicalizá-la, algo como criar um som que se harmonize com a própria natureza, como se ele lhe pertencesse. Durante o show, me senti diante de tal personagem, deste ser que se compôs humano.

Soma-se a este fato, o de existir diversos grupos de estudo no Brasil, que buscam os conhecimentos clássicos e as artes elevadas, mas vejo que há um certo desprezo pela arte popular. Se muitos estudantes gostam de arte popular, este gosto passa a ser considerado, ainda que inconscientemente, inferior… Obviamente as músicas clássicas, do tipo eruditas, são mais complexas, mais ricas, geralmente elevam o intelecto, – as funções cognitivas, as ligações neurais, etc. – mas podem abarcar a realidade e expressá-la de uma forma que nem todas as pessoas sejam capazes de compreender. Com vistas a defender a arte popular de alto nível, cito o Papa Bento XVI:

“(…) ao tema do valor espiritual da arte musical, que é convocada, de modo singular, a enraizar a esperança no espírito humano, tão marcado e, por vezes, tão ferido por sua condição terrestre. Existe um parentesco misterioso e profundo entre música e esperança, entre canto e vida eterna: não é por acaso que a tradição cristã representa os espíritos bem-aventurados no ato de cantar em coro, tomados e extasiados com a beleza de Deus. Mas a arte autêntica, bem como a prece, não nos torna estrangeiros à realidade de cada dia, mas, ao contrário, nos volta a ela para “irrigá-la” e fazê-la germinar, para que ela possa oferecer frutos de bem e de paz.” – Papa Bento XVI (2008), livro O espírito da música(Editora Ecclesiae), página 164.

Agora me pergunto, todas as pessoas, ou todas com dons artísticos, podem viver com “a intenção compositora”? Podem desenvolver tal habilidade? Me permito dizer que sim. Se o indivíduo realmente tem tal vocação, e desde que também tenha inteligência para reconhecer e desenvolver em si as técnicas demandadas pela natureza do lugar, e que tenha o objetivo de expressar a realidade, ele o fará.

Veja, é preciso se sentir impelido a isso, é preciso saber fazer e é preciso dar prioridade para esta ação. No meu ponto de vista, as técnicas essenciais para se expressar a nossa realidade interiorana são o domínio de instrumentos de corda, o violão ou a viola caipira, cantar em dupla de forma muitíssima harmoniosa e de certa forma suave, compôr poesias simples porém inovadoras – não ser repetitivo, mas a base instrumental rítmica pode não se diferenciar tanto de uma para outra, – falar das árvores, dos pássaros, dos animais terrestres, dos elementos geográficos, – serras, montes, rios, lagos, riachos, vales, bosques, florestas, capoeiras, cerrados, caatingas, – de elementos da flora, – nomes de árvores, suas cores, seus perfumes, suas flores, – e outras coisas, tais como o sol, a lua, névoas, neblinas, cerração, fumaça, fogueiras, nuvens, chuva, garoa, geadas, criação de gado, cultivo de pequenas hortas, cultivo de animais, galo, galinha, raios, trovões, relâmpagos, enfim, todas as coisas deste tipo, desta magnitude, tudo o mais que envolva a cultura regional, aceitando-se todas as suas possibilidades, e se possível, para elevar o significado da obra, a sábia inserção do nome de Deus, de Jesus ou de sua mãe, Maria, ou da discreta ou não-verbal menção à sua existência.

Não apresentei, de forma alguma, um manual que deva ser seguido por interessados em composição, creio ter exposto um breve escopo de elementos que encontramos nas mais belas canções da nossa tradição. O que define a grandeza dessas canções não é apenas ter estes elementos, mas é expressar uma verdade que ainda não foi expressada por outro compositor. Seja algum fato, algum sentimento, alguma experiência, algum sonho, enfim, imagine o seguinte, você está pescando e quer ouvir canções que falem algo relacionado à pescaria, você encontra várias canções, ouve a todas, mas sente que nenhuma delas diz o que você queria ouvir, seja na letra ou no arranjo… Eis o exemplo de um momento em que o compositor poderá vislumbrar uma obra a ser criada. Outro exemplo se vê quando músicas estrangeiras fazem muito sucesso aqui e percebemos que nenhuma música nacional dissera algo parecido. Ouça a música Vida Boa e perceba a peculiaridade dela…

Ao ver aquele notável artista através das letras, melodias, solos de violão ou sanfona(pois também podem ter sido concebidos por ele), ao olhar primeiro para o fruto e depois para a árvore, me percebi diante de um artista incomum. Um artista que já tem uma vasta obra publicada, e que sim, tem criações melhores do que outras – digo isso na posição de consumidor de música, apenas isso, – mas que é um dos poucos, se não o único, a criar algo de valor atemporal nos dias atuais. Para reforçar esta afirmação, devo dizer que a música O cantor do sertão, que também dá nome ao álbum mais recente da dupla Victor & Léo, é uma das melhores músicas sertanejas, ou caipiras, ou folk, de todos os tempos. Nela está expressado algo grandioso, algo belíssimo, – e de forma também belíssima, – que é a vida de um compositor que leva uma vida rural e canta sobre ela; observe os versos: “sou apenas cantor do sertão, e não vivo sem terra e paixão/ sou apenas cantor do sertão, vejo tudo com o meu coração.” É a minha música favorita da dupla – não poderia ser diferente.

Hoje, diante da momentânea separação da dupla, da pausa para descanso, me pergunto o que está imbutido nos versos sublimes que ressoa como um desabafo “sou apenas cantor do sertão, vejo tudo com o meu coração”, pois eu consigo vislumbrar diversas mensagens e até mesmo justificá-las com o pouco que conheço deste artista.

“Quando se perturbam as harmonias musicais, está na hora de anunciar a queda dos impérios.” – Mencius. O Brasil precisa de música boa, de música nova, de música que anuncia a realização dos sonhos que estão se formando na mente dos nossos compatriotas.

Gostaria de saber como exatamente foram as épocas quando ele compôs grande número de canções, ou suas melhores canções(no ponto de vista dele), como começou a compor algumas destas canções, se foi por um arrombo de inspiração, se foi por um esforço consciente de musicalizar uma imagem(uma unidade constituída por atores, ação e cenário). Gostaria por um simples motivo, por tê-lo imaginado como um ser artista, alguém que como nas histórias fantásticas, possui uma capacidade extraordinária e vive de acordo com os anseios daquela parte de seu ser, no caso, anseios de criar arte escrita e musical, de forma separada ou em conjunto.

Atento às letras, não consigo me impedir de imaginá-lo vivenciando os momentos que originaram alguns versos, e estas visões imaginativas, certas ou erradas de acordo com o que aconteceu realmente, não deixam de ser fascinantes, extremamente poéticas, lindas num todo.

Sabendo – por eu mesmo ter esta experiência constantemente, – que é possível viver no estado criativo de forma intercalada com os estados normais de consciência, – ao contrário do que muitos imaginam, de que as pessoas criativas tem este aspecto em evidência durante todos os instantes da suas vidas, – onde tratamos dos demais âmbitos de nossas vidas. E pensando na quantidade dos momentos vividos por uma pessoa, vislumbrei Victor imerso no estado criativo muito mais do que no estado normal de consciência, e então formou-se em minha mente um personagem deveras interessante. Formou-se em minha imaginação as mais belas paisagens e situações no contexto rural mineiro, e errando pelas mais diversas paragens que a riqueza e as amizades poderiam levar, estava um jovem homem experimentando bons exemplos de todas as melhores coisas que ocorriam por lá.

Tudo isso passou em minha mente enquanto assistia ao show do dia quatorze…

“As interpretações magistrais que ouvimos nos lembram ademais do valor e da importância universais do patrimônio artístico: penso especialmente nas jovens gerações que, ao se aproximarem de um tal patrimônio, podem sempre extrair novas inspirações para construírem o mundo segundo os projetos de justiça e solidariedade, valorizando, ao serviço do homem, as expressões multiformes da cultura mundial. Penso na importância da educação para o belo autêntico na formação dos jovens. A arte como um todo contribui para refinar seus espíritos e orienta rumo à edificação de uma sociedade aberta aos ideais do espírito.” – Papa Bento XVI (2008), livro O espírito da música(Editora Ecclesiae), página 164.

Caso alguém se impressione com a familiaridade com que trato dos momentos criativos, ou que fique apenas curioso, me vejo obrigado a falar brevemente sobre isso… Cresci morando numa casa compartilhada com a minha avó e um tio, portanto todas as festas da família aconteciam lá, e na época em que comecei a ter consciência das coisas, a música sertaneja estava em seu auge, com o “estouro” das duplas Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, João Paulo e Daniel, dentre outros não menos importantes. Meu pai era topógrafo e no exercer de sua profissão acabou fazendo amizade com pessoas que eram proprietárias de fazendas, e sempre que era convidado, meu pai me levava junto, ou mesmo quando ia fazer a medição de fazendas… Assim eu me apaixonei por fazendas, pela natureza, pela vida rural.

De todos os artistas que admiro no mundo, sem dúvidas Victor é um dos que eu mais gostaria de conhecer, de conversar bastante e principalmente de ser amigo, apesar de eu me questionar se é possível manter a amizade com alguém que admiramos tanto, pois certamente estaríamos observando-o tão profundamente, procurando aprender com ele, e certamente o imitando. Imagino como ele se portaria diante de Paul Simon, Mark Knopfler, Eric Clapton, Neil Young, BB King, talvez George Harrison, Joan Baez, Barry Gibb, Paul Waaktaar Savoy, Chuck Berry, John Denver, enfim, grandes artistas da música, que eu sei ele admira ou que imagino que admiraria. Mas também gostaria de saber como foi seu primeiro encontro com Almir Sater, Renato Teixeira, Leonardo, Zezé di Camargo, Sérgio Reis, Ch&X, Roupa Nova, Roberto Carlos e outros, que eu também admiro grandemente, pelo o que fizeram e fazem pela cultura brasileira.

O trabalho da dupla Victor e Léo já se integrou ao cânone da música sertaneja, e muito mais pode ser acrescido. “Os maiores artistas são aqueles que não intentam ser maiores que suas obras, que não procuram mostrar-se a si mesmo, mas sim a mostrar o conteúdo de sua obra” – frase essencial que ouvi anos atrás, a qual me vem hoje para que eu possa expôr a minha confiança neste artista, porque sei que ele é capaz de dedicar, ainda que o resto de sua vida, à criar obras que serão performadas neste planeta enquanto ele durar. Ficou claro que Victor é capaz de captar as coisas mais importantes da realidade e fazer delas algo sublime.

Digo, na posição de consumidor de arte, que o caminho de um artista genuíno como o Victor, é e sempre será cheio de possibilidades. Consigo me aprazer ao imaginá-lo gravando um álbum folk, mais acústico e menos tecnológico, como os primeiros álbuns de Simon & Garfunkel, como o álbum de Tia Blake, como Tea & Sympathy, de Janis Ian, como Peter, Paul & Mary, como The Everly Brothers… Ao pensar nisso, tendo a enxergar que o Brasil necessita de coisas assim, mais sérias e profundas, mais puras, com mais sons naturais… Bem como consigo imaginas óperas sertanejas, – termo que me soa incrivelmente de mau gosto, me soa brega, mas consigo imaginar obras realmente belas neste sentido…

“A música é emoção, sim, mas emoção intelectualmente disciplinada: supremo modelo de toda disciplina. A música é inferno, purgatório e paraíso ao mesmo tempo.” – Otto Maria Carpeaux, artigo Música, doce música? (1951)

Tenho certeza que neste interlúdio de turnês musicais, Victor continuará muito ligado a música, seja pensando, compondo, tocando, cantando, estudando, etc. Se Deus existe, o nível de música mais elevado serão aquelas dedicadas a Ele, sejam músicas eruditas, sejam músicas simples de estrutura popular, pois sua grandeza, na verdade, será medida pela pureza, corretude(em acordo com os mandamentos cristãos) e sinceridade.

Não sei se Victor é cristão, um seguidor e imitador de Jesus Cristo, mas fato é que ele compôs “Deus e eu no sertão”, uma das mais belas “músicas cristãs” já compostas por brasileiros.

Um ponto importante é que, as artes mais elevadas tendem a apontar para Deus, ainda que não seja de forma explícita, ou mesmo que o seu autor não seja cristão. No verso “no fraco pôr-do-sol me fortaleço”, da canção Sonhos e ilusões em mim, está implícito o ato de contemplação, que, de forma geral, alude a busca pelo transcendente. Além deste aspecto, se fortalecer numa coisa que se encontra num estágio fraco, vamos dizer, tende a ser algo aparentemente impossível, improvável, mas neste caso a frase se refere a algo infinitamente mais poderoso do que um indivíduo humano, o sol, e também que apesar dos raios solares estarem chegando fracos num certo ponto da Terra, não quer dizer que o sol tenha enfraquecido de fato, algo que sabemos que não ocorre; dois pontos de grande relevância, por motivos distintos.

O domínio e o uso da língua portuguesa também se destacam no leque de habilidades deste artista. Além do uso corretíssimo da língua, Victor sabe como poucos elaborar frases perfeitas, digo, frases que expressam com exatidão um sentimento ou fato, com as palavras adequadas e principalmente, com a musicalidade equilibrada, quero dizer, ele sabe colocar as palavras-chave em evidência, como por exemplo (…). Outra coisa grandiosa de que ele se utiliza, são as funções de linguagem, os mais velhos devem se lembrar dos comentários maliciosos que se popularizaram quando a música Vida Boa ficou conhecida nacionalmente, onde era dito que nas frases “que vida boa / sapo caiu na lagoa”, a segunda frase fora inserida apenas para rimar, o que fez com que o próprio Victor viesse a público expôr a metonímia presente ali. E também, o uso de palavras incomuns acaba por enriquecer o vocabulário de seus ouvintes.

Creio não ser possível mensurar a porcentagem de pessoas que buscam enxergar o significado profundo dos versos de uma música hoje em dia, mas vou listar ao menos uma dúzia de versos do Victor onde vejo beleza notável:

“Nunca vi ninguém viver tão feliz, como eu no sertão” … “Trabalho cantando, a terra é a inspiração”
A música “O cantor do sertão” inteira
“Vou te esperar na beira da beira da noite”
“Na luz do som da sua voz”
“Uma estrada infinita tão triste e bonita no entardecer / por ela passa uma boiada de histórias perdidas que ninguém contou”
“Aquarela nos cabelos dela, tingiam os olhos meus” … “Sombra do arfar singelo de uma borboleta.”
“Com você dancei, por você cantei, sonhei, amei. Como fui, jamais serei”
“Dos nossos lábios todas as palavras nada dizem”
“E pelo céu, pontos cadentes, voam contentes, a brincar, a bailar, reluzentes”
“Se fosse pra te deixar, te deixaria dentro de mim”
“Galopando vou, depois da curva tem alguém / que chamo sempre de meu bem, a me esperar”
“Só pra lembrar, eu já sofri demais, mas longe de você sofrerei bem mais”
“Azuis, vermelhas, brancas flores, pintando o cerro dos meus olhares”
“Aves cantantes, matas gigantes, solos plantantes em flôr”
“Amor é mais do que palavra, é o lugar aonde estava quem te fez ficar sem ter o que dizer”
“Olho da janela e você vem trazendo o meu café, o sol vem nascendo, vou subir a serra a pé. Vou olhar lá de cima, você no meu quintal, colocando as roupas pra secar no varal” (não sei se quem compôs essa canção foi a Nice)
“…Hoje coleciono sentimentos, filhos dos momentos, nossa história.”
“Sua voz era um canto suave, seu cheiro fazia o vento dormir” … “Essa vida que eu levo de um jeito muito simples, é a vida que eu sempre quis”
“Você sabia, que mesmo me deixando eu iria, ficar te esperando todo dia”
“Se a gente soubesse o quanto merece cada um, o quanto cada um tem, a gente nada pediria, simplesmente o bem faria para merecer o bem”

Se um dia teremos música erudita expressando a vida do povo brasileiro e sendo consumida por ele, não é possível dizer agora, mas as obras de Victor certamente contribuem para que isto seja alcançado.

“Neste concerto também, pudemos uma vez mais experimentar como uma música de alto nível nos purifica e nos eleva, fazendo-nos sentir em definitivo a grandeza e beleza de Deus.” – Papa Bento XVI (2005) – Livro O espírito da música(Editora Ecclesiae), pág 163.

“Que a grandeza e a beleza da música possam dar também a vós, caros amigos, uma inspiração nova e permanente para edificar um mundo de amor, solidariedade e paz.” – Papa Bento XVI